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1º classificado no Prémio Res Publica 2024 __________________________________
HUGO RAJÃO É investigador em Filosofia Política. Licenciado e Mestre em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Doutorado em Filosofia pela Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas da Universidade do Minho. A sua tese de doutoramento insere-se no âmbito da Filosofia Política, na qual aborda temáticas como as teorias da justiça, a abordagem das capacidades e o rendimento básico incondicional. Desenvolveu os seus trabalhos doutorais e pós-doutorais enquanto investigador do Centro de Ética, Política e Sociedade (CEPS) da Universidade do Minho. Interesses de investigação: Justiça distributiva, teorias da justiça, liberalismo político, rendimento básico incondicional, abordagem das capacidades, desenvolvimento humano, democracia no trabalho. ________________________________ |
O LOCAL DE TRABALHO |
no. 06 // dezembro 2025 Artigo FUNDAÇÃO RES PUBLICA A Fundação Res Publica é uma instituição dedicada ao pensamento político e às políticas públicas. À luz dos seus estatutos, inspira-se nos valores e princípios da liberdade, da igualdade, da justiça, da fraternidade, da dignidade e dos direitos humanos. fundacaorespublica.pt [1] Obviamente nem todos os trabalhadores se encontram na mesma posição. Uns, pelo estatuto contratual que alcançaram, pelo dinheiro que amealharam, ou pelas especiais capacidades e talentos produtivos que detenham, estarão em melhor posição negocial do que outros. [2] À falta de melhor tradução para português, designarei Workplace Democracy como ‘democracia no local de trabalho’. [3] Importa distinguir ‘empresa’ e ‘mercado’. Na empresa, no seu funcionamento interno, em nome da eficiência, os mecanismos de mercado, o sistema de preços, é suspenso e substituído pela autoridade, como forma de alocação de tarefas. [4] Por exemplo, mesmo que obrigar as crianças a trabalhar trouxesse ganhos de produtividade, é moralmente intolerável e por isso deve ser rejeitado (infelizmente não é assim em todas as partes do mundo). [5] Pode até desincentivar a pequena livre iniciativa, na medida em que uma pessoa, na ambição de expandir o negócio, só poderá contratar alguém se o tornar seu ‘parceiro’. [6] Um exemplo seria o Employee Stock Ownership Plan (ESOP), nos Estados Unidos da América. |